O esquilo sai de casa
Porque há uma missão
Que, com empenho, ele abraça
Com a próxima deslocação
Ao interior da floresta
Em busca de certo tesouro
Que, de outros tempos, resta
Sem que haja miradouro
Ou outra percepção
Para o ter avistado
Em momento procurado
Com curiosa investigação
Que nunca teve desenlace
Como positiva fase
De ser descoberto
Para então ser aberto.
Mas a lenda existe
E o entusiasmo persiste
Nunca abandonando
Qualquer ser caminhando
Em sua diária vivência
Enfrentando tanta ocorrência
Que, por vezes, até se esquece
De tudo o que ele oferece
Como perspectiva sonhadora
De riqueza merecedora
Bastando encontrá-lo
Como primeiro a buscá-lo
Em ser aventureiro
Com esse espírito por inteiro.
O esquilo tem hoje
Essa disposição que não foge
Garante ele a seus camaradas
Todos eles apetrechados
De víveres justificados
Para as longas caminhadas
Até ao tesouro final
Que esperam, seja real
E com enorme riqueza
Para lhes dar alegria
Com toda a certeza
De terem especial dia
Quando, mais tarde, à mesa
Tiverem farta ementa
Bastante suculenta.
Um mapa eles têm
Obtido para além
Das regras elementares
E de públicos olhares
Ao fazerem subtracção
À biblioteca de eleição
Da terra vizinha.
Quem tratou disso
Foi sua amiga galinha
Que deu eficiente sumiço
No tal mapa
Através de protectora capa
Que serviu de disfarce
Quando teve de escapar-se
Para fora do equipamento
Que alberga em comprimento
E altura como complemento
Tanto livro de histórias
E algumas memórias.
(de "O tesouro")
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