segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Fantasias II

Abrira o concurso
Para poeta do reino
E um dos candidatos
Veio de longo percurso
De um outro reino
Atravessando gerações
E presenciando factos
Que conhecia de lições
Talvez escolares
Quem sabe de olhares
Pelos próprios meios
Ou interesses cheios
De curiosidades
Por longínquas entidades
E acontecimentos de importância
Que lhe deram a ânsia
De lá ir ter.
Mas não, seu ser
Queria mesmo ser
Poeta do reino
E depois de intenso treino
Sentiu-se à altura
Do enorme desafio
Que soube em memória futura
No seu presente
Com a enciclopédia à sua frente
Onde conferiu com rigor
Que tal concurso existira
No passado que sentira
Ser para o seu valor
De poeta nomeado
Pelo reino adorado
Na altura temporal
Que o recebeu com bom sinal
Mal aterrou em segurança
Com toda a confiança
De ser bem-sucedido.
De imediato, procurou o rei
Que ficou surpreendido
Ao ouvir sua história
Que lhe contou de memória
Esperando uma oportunidade
Para mostrar sua criatividade.
O rei concordou
E sem mais pensar acrescentou
O nome do viajante
Como candidato importante
Ao concurso de poeta

(de "O poeta")

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