Outro dia, bem bonito
Tal como o anterior
E o poeta opta por outra evasão
Para o movimentado exterior
Da acolhedora pensão.
Novamente é reconhecido
Por tanta gente
Que diz, ser ele um mito
Desde tempo ido
Sem nunca ter caído
Do pedestal referente
À importância atribuída
Por toda a nação
Ali representada
Pelos caminhantes
Que, em Lisboa, são constantes
Numa vida levada
Com tarefa vencida
Nos trabalhos diários
Que até poderiam inspirar vários
Prosadores para escreverem
Imaginativos diários
Para outros lerem
De forma agradada
Na leitura aguardada
Pela sua hora natural
A do lazer essencial
Que é um direito fundamental
Para as pessoas, no seu todo
Gozarem a seu modo.
O poeta vai pensando
E um eléctrico o vai levando
Até à zona do mosteiro
Obrigatório, em qualquer roteiro
Que seja turístico
Mesmo que não seja artístico
O ofício do viajante.
(de "II")
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