segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Palavras

Por indicação do protocolo
Começa a cerimónia
Em valioso solo
Onde há gente que faz cerimónia
Inicialmente a solo
Mas depois como grupo abrangente
Pela timidez presente
Mas que rapidamente
Fica mais à vontade
Sendo até a primeira
A se posicionar como inteira
Nas vivas ao frade
Que entra de rompante
Como apressado caminhante.
E quem estava mais reservado
Deixou de fazer cerimónia
Quando se iniciou a cerimónia
Não sem antes ter tentado
Uma pausa para ter abraçado
O frade presenteado
Sem uso de parcimónia
Com elogio dedicado
Cada um a ser contado
Por aspirante a frade
Que um dia há-de
Conseguir seu intento
Assim o destino esteja atento
E ele faça por isso
Sem cerimónia nem riso
Que atrapalhe sua progressão
Na hierarquia definida
Desde que tenha aplicação
Ao longo de sua vida.
Mas por ora apenas contabiliza
Todo o pormenor que ele frisa
Ser para futura estatística
De números tão rica
Sobre o que se passa
Na cerimónia que não o maça
Mesmo quando tem de assentar
Cada bebida em taça
Que é distribuída
A quem está a passar
Pela zona atribuída
A esse efeito

(de "Cerimónia")

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