Era o primeiro dia
No castelo que havia
Para lados incertos
Com um bosque em proximidade
Mas longe de qualquer cidade
Havendo alguns bem despertos
Quando a noite aparecia
E cada fantasma, do escuro, saía
Segundo algumas lendas
Ditas como prendas
A novos habitantes
Como sucedia
Com os chegados visitantes
Em definitiva mudança
Para o castelo, com a dança
De suposto fantasma a bailar
E nele, a se passear
Com um constante riso
Como seu próprio aviso
De não tolerar
Quem o ia apoquentar.
Mas os novos vizinhos
Mesmo conhecendo
De antemão, seus caminhos
Dos fantasmas locais
Não pensaram mais
No que iam dizendo
As pessoas da região
Nem no que foram lendo
Em revistas de ocasião
Para bem ultrapassar
A fila interminável
Difícil de suportar
Com tanto automóvel a esperar
Por sua vez
Naquele turístico mês
Para uma situação agradável
Mas com aquela condicionante
Para cada visitante
Menos amável.
Mas a demora
Por aquela estrada fora
Teve seu terminar
E quando foi tempo de chegar
Tudo houve que arrumar
Antes de delicioso jantar
E posterior descansar.
E quando chegou o momento
Do esperado recolhimento
Todos subiram
Aos quartos que antes sentiram
Como sendo acolhedores
Para disfarçarem
Os naturais rigores
De Inverno no ar.
Mas as crianças
Tinham mais mudanças
Para fazerem bem
Naquele caso, olhando a quem
De noite, por ali andava:
O fantasma que dançava
Segundo lenda entendida
Como sendo estendida
Depois do badalar
Da meia-noite a pontuar
Uma melodia
Com direito a coreografia
Que a criançada já via
Bem escondida
Não fosse ser percebida
Pelo fantasma dançante
Um pouco mais adiante
(de "Sombra dançante")
Sem comentários:
Enviar um comentário